quinta-feira, 2 de junho de 2011

Amor: nada pode ou tudo pode


O amor em suas diversas formas
Pode ser separado entre o que muito pode
E o que nada pode.
O amor que nada pode é carente
Geralmente é distante, ausente,
Cheio de sonhos e desejos e
Cercado de impossibilidades.
Por nada poder, não é um amor pobre
Pelo contrario, é forte e resiliente
Que a tudo resiste alimentado pelos desejos e sonhos de realização.

O amor que tudo pode é um amor abastado
De realizações e não conhece barreiras
Pra ele não existe dificuldades nem carências
É um amor próximo, sempre a tempo e à hora.
O amor que tudo pode é o sonho do amor que nada pode,
Porém está sujeito ao desgaste diário
Enquanto um se realiza e se consome o outro sonha
E de sonhos vai vivendo.

Um comentário:

  1. Me diz onde a gente guarda o sentimento que é maior do que a gente? Por que a alma não tem baú?
    As coisas seriam mais simples se o amor fosse trancado,lacrado com cadeado.
    Se fosse possível controla-lo,não seria amor... Amor que é amor, não se rende,não se amarra,não se prende dentro da gente.
    Um amor claustrofóbico,morre sufocado quando impedido de respirar a liberdade que dois corpos desejam.
    Ai como dói, não ter em nós um deposito,de dores e amores...
    Mas são essas dores que transformam os amores,que nos faz descer da corda pra não morrer bamba.
    É a insuportável angustia da saudade que pesa sem um canto pra descansar, que muda os rumos ,fazendo alinhar-se a vida dos que intensamente se amam.
    Pensando bem,se não fossem as dores,não desejaríamos os amores!
    A gente só realiza aquilo que não consegue manter guardado no mundo dos sonhos, trancafiados dentro da alma.

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